29/01/2015

CBB 2015 - Gramado Promete

Após discussão acalorada sobre a ordenação feminina em 2014, a OPBB seção Paulista trará a discussão sobre a forma de batismo para a sessão da OPBB Nacional em virtude da crise no abastecimento de água.

Pastores da OPBB seção Paulista estão convencidos que o batismo por aspersão deve ser aceito a partir de agora em todas as igrejas Batistas por consciência ecológica.  Contudo, alas mais conservadoras de Estados não afetados pela crise de abastecimento de água, sugerem que os colegas paulistanos criem soluções criativas como batismo no Rio Tietê. OPBB seção carioca teme que, em caso de negativa a proposta paulistana, tenha que realizar batismos na Baía de Guanabara. Pastor da Associação Leopoldinense declara que vem estudando a possibilidade de realizar o ato no valão da Av Oliveira Belo, porém, aponta que, se o nível do rio continuar baixando, terá que procurar outras localidades.

Até que tudo seja discutido, alunos da classe de novos convertidos estão sendo orientados a levarem pomadas para micoses e toalhas descartáveis caso situação não seja alterada.

#HumorVerdade #NotíciaIsentaDeVerdade

17/01/2015

ÊXODO - Parte 2

A História continua...
Com a entrada do pecado no mundo o ser humano gera uma das piores expressões de sua queda: a opressão da escravidão. A escravidão é um projeto de morte. O povo de Israel cresce, torna-se numeroso, o que gera medo de uma insurreição, logo a solução dos egípcios é simples – oprimir para conter a vida (1,09-11;15;22). Contudo, o opressor não consegue fazer com a vida sucumbisse e, através de mulheres valorosas, uma expressão da vida entra na casa do opressor (2,10). Isto ocorre porque, na contrapartida do projeto de morte pela opressão, há o projeto de Deus pela libertação. Deus, o grande Eu Sou (3,14), ouve o clamor do seu povo e responde saindo ao seu encontro. Fracassada a possibilidade legal e diplomática de uma saída em paz, Deus se utiliza da força para resgatar seu povo (6,1). Assim, o opressor é desmascarado em seus artifícios (8,14-15a; 9,11), ele até reconhece o poder de Deus (8,24-25), mas apela para violência (10,28) o que não adianta, pois a vitória final é dada por Deus ao seu povo (12,29-36). Deus estava se fazendo conhecer melhor não somente para o seu povo, mas para além dele e se utiliza de sinais miraculosos tanto para os de fora (10 pragas) como para o seu povo (travessia do Mar Vermelho, maná do céu, dentre muitos outros). Liberdade é diferente de libertinagem, por isso Deus estabelece as bases e as regras para esta nova nação (caps. 19ss) e lhes dá uma constituição (20,3-17). Interessante o cuidado em defender os pobres (22,20-26), da prática da injustiça (23,1-9).

·         Não podemos considerar a Lei como sendo algo que diz o que se pode o que não se pode fazer. Trata-la assim, nos levará a um legalismo sem vida. Para se pensar sobre a Lei pensamos em Deus - ele é criador de todas as coisas, logo ele sabe como tudo funciona, ele sabe como manter a ordem e a justiça. A Lei, então, procura ser este guia para ensinar a humanidade a ter discernimento, dando a nós uma orientação para a manutenção vida, da paz, da alegria, tornando-nos sábios (Salmos 19,11ss). Assim, a Lei é fundamental para que se tenha ordem, justiça e progresso em qualquer povo. Selecionamos algumas leis (fora “dos 10”) encontradas no Êxodo que nos têm uma utilidade bem prática para nossos dias:
  • Preceitos jurídicos acerca da proteção dos fracos (22,21-24) – interessante entender a fundamentação “pois vocês foram estrangeiros no Egito” (v.21). Observe que o comportamento social exigido não é justificado pela ideia de humanitarismo, mas pela lembrança da história de opressão vivida por Israel. Essa fundamentação se repete várias vezes no direito veterotestamentário (23,9; Lv 19,34; Dt 10,19);
  • “Amor ao inimigo” (23,4-5) – Bom, no mínimo, dado a presença de animais nos exemplos, tem-se a instrução de não deixar que inimizades comprometam o cuidado que se tem que ter com outros seres vivos. Mas o que temos de mais interessante é a conduta de honestidade e de cuidado cobradas em relação aos pertences de um inimigo. Essa passagem nos remete a Rm 12,1 “Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem”.
  • Direito dos animais (23,12; outras expressões em Dt 22,6; 25,4) – Sim, Deus se preocupa com o boi! O direito aqui proíbe explorar sem escrúpulos o animal que trabalha para o ser humano, ele tem que receber um tratamento adequado e digno pelo seu trabalho. Paulo, em 1Co 9,9 e ITm 5,18, remove a literalidade deste texto aplicando-o para o direito do trabalhador ao seu salário. Ok, está certo o Apóstolo; mas até que essa discussão em torno do direito dos animais hoje é bem “aquecida”.
  • Determinações legais para a preservação de processos justos (23,1-3.6-9) – Constatamos a importância do processo jurídico no Antigo Israel nesses parágrafos dedicados ao tema. Este texto é normalmente denominado como “espelhos dos juízes”, fornecendo normas de conduta. O acento pela justiça é notável; não se deve favorecer uma pessoa, mesmo que ela esteja numa condição inferior (v.3) nem limitar o seu direito (v.6), o que em geral representa um perigo maior. No verso 8 há uma critica de um câncer bem conhecido de nós brasileiros – a corrupção, inclusive no meio jurídico.


Estes são apenas exemplos de como o texto é relevante para discussões e debates atuais em nossa sociedade.

ESPELHO, ESPELHO NOSSO

Para entender este post leia a resportagem do Yahoo Noticias clicando aqui. Reportagem do Yahoo Noticias trás a informação de mais um novo partido político criado pelos dissidentes do partido "Rede Sustentabilidade" (que ainda nem saiu do papel) após Marina Silva apoiar no segundo turno das eleições o candidato Aécio Neves.

       A reportagem acima fala da criação de mais um partido político no Brasil com o nome provisório de "Avante". O Rede Sustentabilidade nem mesmo foi criado e já sofreu divisão depois de Marina Silva declarar apoio a Aécio Neves nas últimas eleições presidenciais. Bom, permita-me não comentar este apoio aqui neste post. Vamos em frente...
Vamos considerar que estamos diante de pessoas com boas intenções. A política no Brasil tá parecendo uma outra coisa que conheço aqui no Brasil (e tenho pra mim que não é só no Brasil não, mas viu me ater aqui).  Acontece que quando alguém pensa um pouquinho diferente acerca de um ponto doutrinal, ops (corrigindo), ponto de vista já cria uma nova denominação, ops (desculpa novamente), partido político a sua imagem e semelhança. Hum... nem sei se a premissa da primeira frase desteparágrafo é necessária...

    Bom,  mais um partido político com discurso de honestidade, sustentabilidade, responsabilidade e diálogo aberto (até que alguém comece a pensar diferente) será criado.

16/01/2015

ÊXODO - Parte 1

O Êxodo, de certa forma, pode ser usado como eixo de interpretação para a Bíblia até o Apocalipse. Este texto influencia muito não só os 3 livros seguintes do Pentateuco, mas também os Profetas, a Sabedoria bem como o próprio ministério de Cristo e de seus apóstolos. Em Dt 26,5-9 encontramos o que usualmente se denomina de “credo do Êxodo” – uma profissão de fé do povo de Israel: “5 Então vocês declararão perante o Senhor, o seu Deus: "O meu pai era um arameu errante. Ele desceu ao Egito com pouca gente e ali viveu e se tornou uma grande nação, poderosa e numerosa. 6 Mas os egípcios nos maltrataram e nos oprimiram, sujeitando-nos a trabalhos forçados. 7 Então clamamos ao Senhor, ao Deus dos nossos antepassados, e o Senhor ouviu a nossa voz e viu o nosso sofrimento, a nossa fadiga e a opressão que sofríamos. 8 Por isso o Senhor nos tirou do Egito com mão poderosa e braço forte, com feitos temíveis e com sinais e maravilhas. 9 Ele nos trouxe a este lugar e nos deu esta terra, terra onde manam leite e mel.

O que foi o Êxodo? Uma libertação histórica integral de um povo oprimido nas dimensões política, econômica, social, étnica e religiosa.
No fato êxodo e suas consequências, vemos surgir uma tradição que nomearemos aqui de “tradição exodiana” do Ano do Jubileu (ou ano da graça de Deus), observe como ela se expressa:
  • No livro de Lv 25:08-17, nos versos de 08-10, observamos uma espécie de Reforma Agrária;
  • No Dt 15:01-11 se estipula que teriam que ser perdoadas todas as dívidas entres os israelitas de tempos em tempos (pré-determinado em Lei). Isto evitava a geração de pessoas oprimidas (devedores oprimidos por credores); na prática, era algo que evitava a proliferação de pobreza no meio do povo de Deus. A lógica, falando de maneira bem simples, era "eu um dia fui escravo e de graça Deus me libertou, assim também não escravizarei quem me deve";
  • Ainda no Dt 15:12-18 versa sobre a emancipação de escravos;

O ciclo de comemorações do Êxodo está presente em toda a mensagem bíblica, mas a mensagem mais linda do livro está na revelação do nome de Deus – “EU SOU”. A pergunta central é: “Qual é o Deus verdadeiro?” A resposta que encontramos aqui é a mesma que aparece em toda a Bíblia e na pessoa e obra de Jesus de Nazaré. Daí a importância desse livro!

08/01/2015

GÊNESIS - Parte 2

Os dois primeiros capítulos de Gênesis são uma composição que procura mostrar a importância que o ser humano tem no projeto de Deus. O homem e a mulher são o ponto mais alto da criação (1,1-2,4a) e o seu centro (2,4b-25). São seres pensantes, criativos e livres, dado que foram feitos à imagem e semelhança de Deus, postos para administrar tudo que foi criado (1,26; 2,15). Rompendo com Deus o ser humano rompe com a vida, mas, pela graça, obtém uma sobrevida após o pecado e o domínio do mal. Vê-se que deixando de se submeter a Deus, o homem rompe a relação consigo mesmo, com a comunidade, com a natureza e com o próprio Deus; assim se instaura o caos (dilúvio) e a sociedade é levada a uma confusão. A despeito disto tudo, uma coisa permanece inalterada – Deus ainda acredita em nós! Por isso, temos uma geração de justos a partir de Set, a família de Noé salva e a vocação de Abraão. Podemos dizer que Deus continua apostando em sua maior criação – a humanidade, Ele está constantemente de mãos estendidas (Is 59,1-ARA) esperando que nos voltemos à para Ele e, “por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus” (1Co 5,20).
Quero aprofundar mais essa questão do ser humano rompe a relação consigo mesmo, com a comunidade, com a natureza e com o próprio Deus. Para isso gostaria que você refletisse neste quadro abaixo...
RELAÇÃO
NO INÍCIO
COM PECADO
JESUS
CONSIGO
Gn 2,25
Gn 3,7
Seguro de si - Mt 5, 21/Lc 4,32
COM O OUTRO
Gn 2,23
Gn 3,2
Amor - Mc 12,31
COM O MEIO
Gn 2,16
Gn 3,18
Domina a Natureza - Mc 4,39
COM DEUS
Gn 2,8
Gn 3,10
Deus é Pai - Mt 6,9/Jo 1,12

Mudando de assunto, dentre as promessas feitas a Abraão, quais delas tocam mais você e quais delas você acha que tem a ver com você? Para mim, a vocação de Abraão tem relação íntima conosco hoje! Desde seu chamado Deus separa um povo para ser bênção para todos os povos da terra. Quando chegamos ao capítulo 12 há o início de uma nova história de graça e bênção (12,03) com a chamada de Abrão. É a graça de Deus lutando contra o pecado para preservar o sentido original da criação (que só se realizará plenamente na nova criação). A promessa recebida por Abraão e renovada aos seus descendentes aparece sempre com duas palavras: “bênção” e “nações”. A primeira reação de nós, cristãos, ao lermos essa passagem, é pensar que esta bênção é Cristo (que irá nascer da descendência de Abraão), isto está correto, mas numa aplicação para o “chão da vida” lembremos que no pensamento hebraico e no contexto os termos são literais e, em princípio, não devem ser (a priori, digamos...) espiritualizados. Bênção é o que chamamos de bem-estar, é a shalom dos judeus, é a vida (Dt 30:19-20) abundante em todas as dimensões e relações. Quanto a isto, é interessante ver o comportamento diplomático de Abraão resolvendo os litígios de alguns grupos na terra, gerando a paz e o bem-estar entre as partes. Mas, sobretudo há um momento em que esse chamado de ser bênção às nações se realiza plenamente: estamos falando de José, que proporcionou suprimentos para que o mundo pudesse passar por um terrível período de escassez de mantimentos. A comunidade dos seguidores de Jesus é o Reino de Deus na terra, afinal o “Reino de Deus está entre vós” (Lc 17,21 ACF). O Reino de Deus é já (para hoje, agora), é projeto para transformar, restaurar, reconciliar vidas e realidades de homens e mulheres em todas as dimensões de suas vidas. Há vida após a morte, em Cristo, mas também há vida abundante/plena nesta vida, em Cristo.


06/01/2015

GÊNESIS - Parte 1

Começamos repetindo a frase de um famoso biblista brasileiro, Milton Schwantes, que dizia: “Gênesis é livro de horizontes”. De fato, por se tratar de um livro que aborda o tema das origens suas aplicações são profundas dado que no início, quando criou tudo perfeito, “Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom.” (Gn 1,31). Algo interessante de se ter em mente ao ler esse livro é que seu objetivo não é tanto o dar uma explicação científica ou histórica sobre o passado, mas o de contar o passado para explicar a realidade que se vive no presente. O autor procura nos colocar em contato com o Deus eterno e revelar o significado sagrado do Seu Ser, Seu propósito e Seu relacionamento com as Suas criaturas conforme opera Sua santa vontade. Temos, neste primeiro livro da Bíblia, um apanhado de materiais diferentes que foram alinhavados; ou ainda, o Livro de Gênesis é como um velho baú, onde a família foi pouco a pouco guardando suas fotografias e objetos de estima. Fato é que a maioria desses materiais é atribuído a Moisés (o mesmo acontece em todo o Pentateuco), contudo, não se descarta a possibilidade de que numa edição tardia ter ocorrido acréscimos do editor a fim de dar fluidez na junção dos textos. IMPORTANTE! Nada disto desmerece a inerrância ou a inspiração do texto. Lembre-se de que a Bíblia é Palavra de Deus, escrita por homens inspirados pelo ES (II Pe 1,20-21).
Um “resumão” de Gênesis seria:
a)    Tudo que Deus cria é bom (1 e 2);
b)   Devido ao livre arbítrio, as relações se decompõem e a fraternidade é rompida (4,1-16), o que abre caminho para a vingança sem fim (4,17-24), a dominação (6,1-4), a desconfiança (12,10-20; cf. 20,1-8), a falta de hospitalidade (19,1-29), a escravidão (37,12-36); enfim, o mal entra no mundo e o afoga, salvando-se apenas uma família (cap. 4 à 11);
Há, porém, uma proposta de restauração através de um povo separado para ser bênção para todos os povos da terra (12,1-3). Assim vemos que podemos deixar de ser egoístas (13,1-18), aprendemos a perdoar (18,16-33; 33,1-11) e viver novamente a fraternidade (45,1-15).
Quinta-feira continua...

01/01/2014

UM PRESENTE CHAMADO ANO NOVO



A vida, tecelã imprevisível, preparou para mim um novo ano que surgiu inacabado e convidativo. Reparei que o presente não estava pronto, o ano está apenas por começar. Mas a vida convidou-me a tecer com ela com as linhas que me trouxe e outras que eu guardava comigo. Gostei do convite.

Tecer com ternura e cuidado um novo ano, um ano que surge com aroma de primavera reinaugurada mesmo que ainda seja verão, é uma oportunidade sem igual. Sei que posso cometer erros, que posso me atrapalhar, que pode ser difícil, mas ainda assim escolhi não desistir de tornar este ano uma obra-prima.

Portanto, resolvi aceitar o presente e começar logo o trabalho. Se for preciso vou desembaraçar-me do rancor, desatar os nós do desânimo e tecer com dedicação, alegria e esperança os encontros e oportunidades que estiverem em minhas mãos. Enquanto, tecemos podemos descobrir que o amor não perde essa mania de florir, trazendo a cor e o encanto da Vida em nossas vidas. Não quero esconder meus recursos e rejeitar o presente, pois como disse Virginia Wolf: “não se pode ter paz evitando vida”.

14/11/2013

SOMOS UM, SOMOS UNS DOS OUTROS

Mensagem entregue a Primeira Igreja Batista em Vila da Penha (13/Nov/2013)

João 17, "20 Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, 21 para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. 22 Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: 23 eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste.

            Este trecho da denominada “oração sacerdotal de Jesus” é de arrepiar, emocionar se pensarmos que temos aqui o nosso mestre Jesus orando pela unidade nossa. Sim, de nós que estamos aqui. Ele roga “também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles” (discípulos atuais/vivos no momento da oração).
            A Igreja tem esta vocação de ser constituída de gente que gosta de gente / que cuida de gente. Gente que ama/serve ao próximo como a si mesmo tal como sua cabeça orienta em Lucas 10:25-28 “25 Certa ocasião, um perito na lei levantou-se para pôr Jesus à prova e lhe perguntou: "Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna? " 26 "O que está escrito na Lei? ", respondeu Jesus. "Como você a lê? " 27 Ele respondeu: " ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento’ e ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’". 28 Disse Jesus: "Você respondeu corretamente. Faça isso, e viverá"

“Faça isso, e viverá” Faça isso e tenha um sentido na sua vida!
  1. Como temos vivido essa dinâmica da busca de ser um, um só corpo?
  2. Como é seu relacionamento?
  3. Encontros, visitas, ajuda nas dificuldades, consolo?
  4. As pessoas lhe conhecem, ou só você é mais que uma nuca à frente de alguém? Não que ninguém lhe dê atenção, mas você está disposto a se abrir e compartilhar suas dores, seus temores, seus pecados...
            Para se viver o que Jesus de Nazaré pede aqui nesta oração temos que ir além do paradigma “culto-clero-domingo-templo”.
            Isto porque...

I – A COMUNIDADE DE JESUS VALORIZA OS RELACIONAMENTOS
  1. Amem-se uns aos outros” Jo 15,12 (Jesus); Paulo dá uma direcionada melhor nisto Rm 12,10 “dediquem-se amor fraternal”; 1Pe 4,8 aponta para a qualidade “amem-se sinceramente”;
  2. “Portanto, aceitem-se uns aos outros, da mesma forma como Cristo os aceitou, a fim de que vocês glorifiquem a Deus.” Rm 15,7 receba com agrado, aprenda a lidar, procure qualidades;
  3. Saúdem uns aos outros com beijo santo.” Rm 16,16 / 1Pe 5,14 Cumprimenta ao irmão;
  4. “a fim de que não haja divisão no corpo, mas, sim, que todos os membros tenham igual cuidado uns pelos outros.” 1 Co 12,25 Escute à todos, não faça acepção de pessoas; Agora a coisa vai ficar um pouco mais difícil para muitos...
  5. Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo.” Ef 5,21 Respeito, honra, conferir dignidade. Permita-se ser cuidado/discipulado.
  6. “2 Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor. 3 Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. 4 Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só; 5 há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, 6 um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos.” Ef 4:2-6 dê o suporte, trabalhe em equipe, não haja sozinho
Este último aspecto irá nos apontar um outro aspecto presente na comunidade “do caminho” (como os cristãos eram conhecidos antes de se denominarem cristãos At 9,2; 19,9; 24,22 que aponta para a maneira dinâmica que se realizava o movimento de Jesus) que é...

II – OS DO CAMINHO SERVEM UNS AOS OUTROS
  1. Gálatas 5,”13 Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor. 14 Toda a lei se resume num só mandamento: "Ame o seu próximo como a si mesmo". 15 Mas se vocês se mordem e se devoram uns aos outros, cuidado para não se destruírem mutuamente.” Esteja atento a necessidade do outro e não seja grosseiro (morder);
  2. Gálatas 6:2 “Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo” ajude ao que tem dificuldade;
  3. 1 Pedro 4:9 “Sejam mutuamente hospitaleiros, sem reclamação.” A expressão “à igreja que se reúne em sua casa” é comum no NT (Fl 1,2; Cl 4,15; 1Co 16,19; Rm 16,5) e como está em relação ao seu vizinho? Junto com seus irmãos você tem somado forças para fazê-lo conhecer a Cristo? Seja hospitaleiro (cada casa, uma igreja; cada membro um ministro).
  4. Meus irmãos, orem! Tiago 5:16 “Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz.” Precisamos orar para que a Igreja do Senhor chegue a este nível de intimidade entre os membros, que gere esse cumplicidade.

CONCLUSÃO
Minha oração hoje é fazer coro com Jesus pedindo por nós,
  1. para que sejamos um,
  2. para que sejamos relevantes,
  3. para que sejamos um sinal histórico do Reino de Deus,
  4. para que sejamos aquele ajuntamento que caía na graça de todos povo, assim acrescentava o Senhor aqueles que ia sendo salvo;
  5. para que o mundo saiba que tu me enviaste (Deus enviou seu filho), e os amaste como igualmente me amaste (que Deus os ama como a seu próprio filho Jesus).

25/09/2013

EU, EU MESMO E DEUS

Mensagem entregue a PIBVP (Primeira Igreja Batista em Vila da Penha) em 22/09/2013 pela manhã.

Talvez seja estranho para você que poste algo que parece enaltecer a primeira pessoa do singular (EU). Isto porque sempre prioriso a primeira pessoa do plural (NÓS) já que, para mim, não se dá para viver o Cristianismo fora de uma proposta que seja comunitária que é a Igreja – o projeto e Deus para que se consiga ter sinais históricos do Reino de Deus na Terra. Bom, mas hoje gostaria de falar aos corações individualmente compartilhando este poste com você.
Diferente do que diz a teologia da prosperidade, que promete felicidade intensa, júbilo permanente e um estado constante de êxtase e progresso espiritual; na verdade, o cristão está sujeito a crises e oscilações em sua fé e espiritualidade.
Antes de entrarmos mais no assunto, eu gostaria que você prestasse atenção na letra dessa música (“Acordo” de Stênio Marcius do álbum “Canções a meia noite”)

Os salmos têm sido uma fonte muito rica de exemplos de homens que expressaram com muita sinceridade suas frustrações e decepções diante de Deus.Tomemos como exemplo  o Salmo 42.

A CRISE
 3 “Minhas lágrimas têm sido meu alimento de dia e de noite [...] 4 choro angustiado [...] 10 os meus ossos sofrem agonia mortal”
Pinçando algumas expressões do salmista vemos claramente um quadro de crise:
1.     A tristeza dá o tom dominante e o choro é uma presença contante.
2.     O apetite se foi, uma vez que o salmista agora se alimente de lágrimas.
3.     Ele demonstra uma sensibilidade a flor da pele, quando a simples lembrança de outros tempos o faz chorar.
4.     Há um abatimento geral e todo seu corpo sofre a sua angustia.

A NATUREZA DA CRISE
Mas é quando olhamos mais atentamente os versos 3 e 4 que percebemos a natureza espiritual desta crise:
3 “Minhas lágrimas tem sido meu alimento de dia e de noite, pois me perguntam o tempo todo: “Onde está o seu Deus”?” 4 Quando lembro dessas coisas, choro angustiado. Pois costumava a ir com a multidão, conduzindo a procissão à Casa de Deus, com cantos de alegria e de ação de graças em meio a multidão que festejava.

            Temos aqui a descrição de um crente em crise. Alguém cuja a fé está extremamente abalada. No centro de sua angustia esta uma pergunta que vem de fora, mas encontra eco dentro do seu coração: "Onde está o seu Deus?" A dor que esta pergunta provoca no salmista somente se justifica pelo fato de que em seu coração ele faz o mesmo questionamento.

O ANSEIO
A crise se agrava, uma vez que o salmista sente falta de algo que não pode ser entendido pelos descrentes, ele sente falta da comunhão de seus irmãos e da alegria na presença de Deus. Neste sentido, o crente em crise sofre mais que um descrente. Ele tem em seu coração a memória de um anseio que só pode ser preenchido pelo próprio Deus, como expressa no início:
 (1-2) 1 Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus. 2 A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus?

A REAÇÃO
Assim, o salmista angustiado busca reagir a sua crise através de dois exercícios espirituais.
1.     Ele conversa consigo mesmo e;
2.     Ora ao seu Deus.
Vamos nos ater aqui somente ao primeiro exercício, a importância de conversar consigo mesmo.

5 “Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus.”

Neste momento, o salmista não está falando com Deus, mas falando com a sua alma, a narrativa parece  demonstrar que Deus permanece em silencio neste processo, ele não entra nesta conversa. Aliás, um dos sintomas de uma crise espiritual é a percepção do silencio de Deus. Neste momento onde Deus parece distante preciso agora chamar a minha alma a razão.

Lloyd Jones comenta ao expor este salmo que "falar com o nosso eu é diferente de deixar que o nosso eu fale conosco", ou seja se deixarmos nossa alma amargurada falar conosco, ela provavelmente repetirá as palavras venenosas e malignas, "Onde está o seu Deus?", mas quando decido falar a minha alma, posso exorta-la: "Ponha a sua esperança em Deus, pois ainda o louvarei!"

"Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim?" O salmista permanece se questionando, se há mesmo razão para tanta tristeza e angustia.
A ansiedade possui o poder de tomar conta do nosso coração mesmo que não existam razões para isto. A ansiedade é como um medo sem objeto definido, é a apreensão sem um motivo exato; é a falta daquilo que não sabemos exatamente o que é.
Em nossa crise não enxergamos as coisas com elas de fato são, e também não conseguimos enxergar a ação de Deus em nossas vidas, por isso precisamos chamar a atenção do nosso coração para que ele olhe na direção certa.
Questionar a si mesmo é um exercício espiritual fundamental na caminhada cristã, como parafraseou o poeta Stenio Marcius:

"Puxa uma cadeira ó minh´alma
Que eu quero te perguntar
Porque me roubas a calma
Me botas tristeza no olhar?
Vamos entrar num acordo,
Vida tranquila viver.
Lembra daquilo que o mestre falou:
A minha graça te basta!"

Agora farei algumas perguntas “que equilibram as emoções" são perguntas bíblicas e terapêuticas, que o cristão em crise deve fazer a sua alma:

“Que diremos, pois, diante destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Romanos 8,31
Qual a razão de tanto medo e ansiedade, se de fato entendo que Deus está do meu lado?
Existe alguém ou alguma coisa que seja maior do que Ele?

“Aquele que não poupou o seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, porventura, como não nos dará com ele, e de graça, todas as coisas?” Romanos 8,32
Se Deus demonstrou por mim um amor capaz de dar seu próprio filho, poderia eu ousar duvidar deste amor? Existe alguma coisa da qual sinto falta que seja maior do que esta dadiva de Deus?

“Quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.” Romanos 8,33
Se de fato fui perdoado por Deus, porque ainda sinto o peso da culpa? Porque ainda me sinto acuado pelos meus próprios pecados?

“Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome ou nudez, ou perigo, ou espada?” Romanos 8,35
Por que me sinto só, uma vez que as inúmeras circunstancias adversas somente servem para me aproximar ainda mais de Cristo?

CONCLUSÃO
Duas vozes ecoam no coração de um cristão em crise:
1.     uma voz precipitada e rancorosa insiste em perguntar, "onde está o seu Deus";
2.     outra pacientemente convida,  "ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus." 


É preciso decidir a qual voz atenderemos.

12/08/2013

PROVAÇÃO E TENTAÇÃO

(Tiago 1,12-16)

1 BEM-AVENTURADO, COROA, AMOR A DEUS                
Por que é “bem-aventurado” ou “feliz” o que “suporta” a tentação?
                Porque lhe é dada a “Coroa da Vida”.
Ideia inspirada na coroa de louros que o atleta recebia nas olimpíadas gregas. “Os atletas correm por uma coroa perecível, nós por uma imperecível” (I Co 09:25)
E, quando o Grande Pastor aparecer, vocês receberão a coroa gloriosa, que nunca perde o seu brilho (imarcescível)”. (I Pe 5:4)
E agora está me esperando o prêmio da vitória, que é dado para quem vive uma vida correta, o prêmio que o Senhor, o justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos os que esperam, com amor, a sua vinda.” (2 Tm 4:8)
A mesma promessa é feita para a Igreja de Esmirna no Apocalipse (2:10 - LER).
1ª CONCLUSÃO A provação visa ao prêmio, por isso é bem-aventurança. Superar a prova (guardando os mandamentos de Deus) é prova de amor a Deus “aquele que  me ama, guarda os meus mandamentos” (João 14:21 e Dt 5:10)

2 DEUS NÃO TENTA

2.1 Deus não tenta pois não deseja o mal.

Observe a diferença entre esses dois textos: II Sm 24:1 (Deus) I Cr 21:1 (Satanás)
Em outra ocasião, o SENHOR ficou muito irado com o povo de Israel e levou Davi a prejudicá-los. Deus disse a Davi: - Vá e faça a contagem do povo de Israel e de Judá. 2 Então Davi deu a Joabe, o comandante do seu exército, a seguinte ordem: - Vá com os seus oficiais por todas as tribos de Israel, do Norte ao Sul do país, e faça a contagem do povo. Eu quero saber quantos somos.  3Mas Joabe respondeu ao rei: - Que o SENHOR, nosso Deus, faça o povo de Israel cem vezes mais numeroso do que é agora, e que o senhor viva para vê-lo fazer isso! Mas por que o senhor quer fazer essa contagem?
Satanás quis criar problemas para o povo de Israel e por isso levou Davi a fazer uma contagem do povo.  2           Davi deu a Joabe e aos outros oficiais a seguinte ordem: - Vão por toda a terra de Israel, desde o Norte até o Sul, e façam a contagem do povo. Eu quero saber quantos somos.  3 Mas Joabe respondeu: - Que o SENHOR, nosso Deus, faça o povo de Israel cem vezes mais numeroso do que é agora! Ó rei, todos eles são seus servidores. Por que é que o senhor quer fazer isso e tornar culpada toda a nossa nação? 

Evolução da revelação fez com que o homem percebesse que a tentação não vem de Deus, mas de Satanás.

2.2 O pecado não vem de Deus, mas da liberdade humana quando opta pelo mal.

Assim, em Eclesiástico 15 :11 “Sobre a Liberdade humana: Não digas: "É o Senhor que me faz pecar", porque ele não faz aquilo que odeia. 12      Não digas: "É ele que me faz errar", porque ele não tem necessidade de um homem pecador. 13 O Senhor odeia toda espécie de abominação e nenhuma é amável para os que o temem 14 Desde o princípio ele criou o homem e o abandonou nas mãos de sua própria decisão. 15 Se quiseres, observarás os mandamentos: a fidelidade está no fazer a sua vontade. 16 Ele colocou diante de ti o fogo e a água; para o que quiseres estenderás a tua mão. 17 Diante dos homens está a vida e a morte, ser-te-á dado o que preferires. 18 É grande, pois, a sabedoria do Senhor, ele é todo-poderoso e vê tudo. 19 Seus olhos vêem os que o temem, ele conhece todas as obras do homem. 20 Não ordenou a ninguém ser ímpio, não deu a ninguém licença de pecar.

Salmos 7 “ 14 Vejam como os maus imaginam maldades. Eles planejam desgraças e vivem mentindo. 15 Armam armadilhas para pegarem os outros, mas eles mesmos caem nelas. 16 Assim eles são castigados pela sua própria maldade, são feridos pela sua própria violência.

Deve ser por isso que Jesus propõe umas alterações de interpretação da Lei no sermão do monte. Mateus 5
21 Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: "Não mate. Quem matar será julgado." 22 Mas eu lhes digo que qualquer um que ficar com raiva do seu irmão será julgado. Quem disser ao seu irmão: "Você não vale nada" será julgado pelo tribunal. E quem chamar o seu irmão de idiota estará em perigo de ir para o fogo do inferno.
27 - Vocês ouviram o que foi dito: "Não cometa adultério." 28 Mas eu lhes digo: quem olhar para uma mulher e desejar possuí-la já cometeu adultério no seu coração.


2.3 Tentação, gerada pelo desejo se autossuficiência (poder, riquezas, prazeres), de egoísmo. Desejo que é contrário ao projeto de Deus, por isso gera morte. Por que gera a morte? Romanos 7: 5 “Pois, quando vivíamos de acordo com a nossa natureza humana, os maus desejos despertados pela lei agiam em todo o nosso ser e nos levavam para a morte. 13 Então será que o que é bom me levou à morte? É claro que não! Foi o pecado que fez isso. Pois o pecado, usando o que é bom, me trouxe a morte para que ficasse bem claro aquilo que o pecado realmente é. E assim, por meio do mandamento, o pecado se mostrou mais terrível ainda.”
I Co 15:56 “O que dá à morte o poder de ferir é o pecado, e o que dá ao pecado o poder de ferir é a lei.”
Rm 6:23 “O Salário do pecado é a morte”

3 ATENÇÃO A LINGUAGEM
3.1 Recuperação da imagem da criação do homem, feito do pó da terra, ele é frágil.
Deus sopra o fôlego da vida e não da morte;
Deus concede vida e não tentação;
Tudo o que Ele cria e gera é bom. “E viu Deus que era bom

3.2 Palavras no gênero feminino
“desejo” ou “concupicência”     => EPITHYMIA
“pecado”                                            => HAMÁRTIA
As duas palavras no grego são femininas, por isso a linguagem utilizada pelo autor parecer descrever a sedução de uma mulher sobre um homem.
Desejo – “seduz e arrasta” Quando o homem cede gera e concebe (dá a luz) ao pecado;
Pecado – “amadurece” e gera a morte.
Ezequiel 18:10 “- Imaginem também que esse homem tenha um filho que rouba, mata e faz coisas 11 que o pai nunca fez. Esse filho come a carne dos sacrifícios oferecidos em templos proibidos e seduz mulheres casadas. 12 Engana os pobres, rouba e fica com aquilo que lhe foi dado como garantia de empréstimo. Ele vai a templos pagãos, adora ídolos nojentos 13 e empresta dinheiro a juros altos. Será que ele vai viver? Não! Não vai! Ele fez todas essas coisas vergonhosas e morrerá por causa delas. Esse filho será culpado da sua própria morte.  14 - Agora, imaginem que, por sua vez, esse filho tenha um filho. Esse filho vê todos os pecados que o pai cometeu, mas não segue o seu exemplo. 15 Não adora os ídolos dos israelitas, nem come a carne dos sacrifícios oferecidos em templos proibidos. Não seduz mulheres casadas 16 e não explora, nem rouba ninguém. Ele devolve aquilo que lhe foi dado como garantia de empréstimo. Dá comida a quem tem fome e roupa a quem está nu. 17 Ele se recusa a fazer o mal e não empresta dinheiro a juros altos. Guarda as minhas leis e obedece aos meus mandamentos. Ele não morrerá por causa dos pecados do pai. É certo que viverá.  18 O pai dele enganou, e roubou, e só prejudicou os outros. Por isso, morreu por causa dos seus próprios pecados.  19 - Mas vocês perguntam: "Por que é que o filho não sofre por causa dos pecados do pai?” A resposta é esta: é porque o filho fez o que era correto e bom. Ele guardou as minhas leis, e as seguiu cuidadosamente, e por isso é certo que viverá.”


2ª CONCLUSÃO Pecar é uma decisão única e exclusivamente humana, é nossa. Enquanto estiver fora do nós, a tentação pode ser resistida, mas se ela encontra resposta no nosso coração ai está o pecado. ? Por isso Cristo venceu a tentação, porque Nele não havia pecado. ?