17/07/2012

É MAIS OU MENOS ASSIM

        De fato não foi uma surpresa ver isso, mas não deixou de me impactar. Sabemos que a pós-modernidade se apoia em 3 pilares: Relativismo, Pluralidade e Privatização. 
        Relativismo não tem nada haver com a Teoria da Relatividade de Albert Einstein mas, como o nome já diz, relativiza tudo seja conceitos, valores, moral, etc... Funciona assim: tudo depende da conveniência do momento se aquilo pode me beneficiar mudo a opinião sobre algo que até então era uma "cláusula pétrea" do meu caráter para atender a minha vontade
        Pluralidade é vista até em supermercados! É a gama enorme de opções que se tem a disposição. Lembro-me que lá pela década de 80´s se você fosse comprar uma caneta barata optava basicamente por duas marcas a "BIC" e a "Kilometrica Roller" (hehe). Se for agora comprar uma caneta terá inúmeras opções a sua disposição. No campo religioso isso se caracteriza pela máxima "não existe só uma caminho a seguir e no final a gente vai se encontrar" (tinha uma banda aqui no Brasil que cantava uma música que tinha essa letra, mas agora não me lembro qual...)
        Privatização, não tem nada haver com o livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr. "Privataria Tucana*" (rsrs) que conta das privatizações corruptas que houve no governo de FHC. Não, não tem nada haver com privatização de empresas estatais. Mas privatização é, na pós-modernidade, aquele sentimento que leva o indivíduo a reclusão e ao ostracismo; ele volta-se para si mesmo de maneira egoísta e fechado não de abre a ninguém e não pratica qualquer ação de abertura ao próximo.
        O que não me causou espanto, mas me causou tristeza foi um post que vi hoje ao abrir minha página no Facebook. Veja que a pessoa posta uma foto com os dizeres "Primeiro a Palavra de Deus, depois a sua opinião", mas ao postar coloca o comentário "É mais ou menos assim... Bom dia!" Perceberam o que a foto diz é certo e objetivo não tem uma possibilidade de ideia dúbia é um posicionamento firme, contudo ao postar essa foto a pessoa relativiza dizendo que essa coisa de primeiro vir o que a Palavra de Deus quer e depois a opinião dos outros é relativa - é mais ou menos assim. O que pensar? Parece que a pessoa por vezes considera o que diz a Palavra mas, por vezes dá atenção a opinião dos outros - é mais ou menos assim...
        Não me segurei, e fiz o comentário: "mais ou menos assim?" Isso que chamo de pós-modernidade na Igreja. Relativismo?", ao que a pessoa me respondeu "Isso foi apenas um modo de dizer, mas como sou crescida no evangelho sempre soube e nunca deixei de acreditar que sou muito e extremamente dependente de Deus pra tudo... então a Palavra sempre foi minha aliada em tudo o que fiz." 
    Bom, não entrei em grandes debates teológicos (rsrs) simplesmente respondi "ok, é que o sentido acabou que ficou meio dúbio". Não quero aqui colocar ninguém na “berlinda” (longe disso, por favor!), mas fica para nossa reflexão: Será que não estamos nas nossas atitudes, em nossos pensamentos e como Igreja relativizando a autoridade da Palavra de Deus em nossas vidas bem com outras verdades espirituais? As vezes absorvemos esses conceitos de maneira inconsciente (como esta pessoa que tenho certeza que não quis trazer essa ideia ambígua na sua escrita). E dizemos e fazemos coisas que nem nos damos conta do que estamos dizendo ou fazendo.
        Se liga! Não sejamos relativistas quanto a essas coisas, mas pelo contrário, sejamos sempre “firmes e constantes”.
* O livro mais polêmico do ano [de 2011]. Ele nos traz, de maneira chocante e até decepcionante, a dura realidade dos bastidores da política e do empresariado brasileiro, em conluio para roubar dinheiro público. Faz uma denúncia vigorosa do que foi a chamada Era das Privatizações, instaurada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso e por alguns de seus ministros e altos funcionários. Nomes imprevistos, até agora blindados pela aura da honestidade, surgirão manchados pela imprevista descoberta de seus malfeitos (Descrição do livro na Livraria Virtual da FNAC). 

2 comentários:

  1. Nem sempre o "é mais ou menos assim" é tão explícito. Por exemplo, dentro das igrejas às vezes dizemos que concordamos com algo (por diversos motivos), e na verdade nós não concordamos, não achamos correto. O caso é o mesmo... não somos firmes e muito menos constantes!

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    1. Uma triste verdade, meu caro(ou minha cara, saiu como anônimo, rs). Lembro-me, quando fiz Administração de empresas, que para este comportamento dávamos o nome de "resistência velada" - uma das coisas que mais minam o bom clima organizacional de uma empresa e a retarda o seu crescimento. Imagina o dano que isso pode causar em uma Igreja!

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