Em
dias como esse, somos desafiados a escrever e produzir um belo texto. Mas penso
que as coisas mais excelentes da vida são difíceis de ter uma forma de
expressão que dê conta daquilo que foi experimentado. É difícil por explícito o que está tácito. Já diz uma ciência
chamada Fenomenologia que o relato sempre é menor que a experiência, e de fato
é mesmo. Todas as muitas linhas que poderia produzir não carregariam a dimensão
da festa que se faz no meu coração hoje e acabaria por ser uma “verborragia”
sem fim e de pouca eficácia para comunicar a felicidade que tenho hoje em
comemorar os meus dois anos com a minha amada Fernanda.
Dia
17 de Setembro de 2012, dia de agradecer a Deus por esse privilégio de caminhar
com a minha amada já por 2 anos, e dia de pedir que nossa história seja escrita tão somente
com as Suas letras. E que nós dois, eu e Fernanda, estejamos abertos e
sensíveis à presença e a vontade de Deus a fim de que façamos cumprir na nossa caminhada os Seus
planos para nós dois, certos que são planos bons, perfeitos e agradáveis para
nossas vidas.
E
deixo uns pequenos versos da música “Unidos” de João Alexandre que expressam
meu convite a você, Fernanda, para mais quantos anos Deus a nós proporcionar.
Vem, vamos mostrar que em nosso meio existe um
outro alguém...
Não por traição, mas por honra e por valor, que
instituiu o nosso amor...
Vem, vamos dizer que há muito tempo atrás nos
escolheu...
Como se no céu, desenhasse em Sua glória,
Quadros coloridos pra pintar a nossa história
Tristezas, alegrias, incertezas, esperanças,
Lembranças e saudades, mesmo perto ou na distância...
* Hoje estou cumprindo a promessa feita em 26/abril/2012
de colocar o vídeo da mensagem "O BOM PRÓXIMO, SEMELHANTE, VIZINHO, AMIGO, SAMARITANO". Ok, demorei bastante para cumpri-la, na verdade eu havia me
esquecido, mas ai está... Ah, no link acima está o vídeo da mensagem!
Pra entender a nossa proposta hoje vamos
precisar fazer um exercício, construir um itinerário para nortear nosso
pensamento.
Fazendo uma pesquisa mais profunda no
texto original em grego, a primeira coisa que nos chama atenção é a presença da
palavra grega plesíon que tem o seu
correspondente hebraico que pode receber em português 3 possibilidades na
tradução: amigo/companheiro; próximo; e vizinho. Veja nos versículos abaixo como
a tradução, dependendo da Bíblia consultada, é feita:
1º
Provérbios 27:14 – “Vizinho” (Almeida Revista e Atualizada ARA) “Amigo” (Nova
tradução da Linguagem de Hoje, NTLH) – Não
aparece (Nova Versão Internacional, NVI)
2º
Pv 25:17 – “Próximo” (ARA) “Vizinho” (NTLH e NVI)
3º A
palavra no hebraico traduzida para o grego (plesíon, na Tradução da Septuaginta) em Salmos 15:3 é, no português, traduzida como “Próximo”
(ARA) “Amigo” (NTLH) “Semelhante” (NVI)
Ou seja, quando estudamos línguas
aprendemos que a língua em boa medida expressa a maneira como o povo que fala
esta língua pensa. No caso as palavras: amigo, próximo e vizinho carregam, no
ideário bíblico (do povo de Israel), um mesmo sentido. Agora, voltemos ao
texto...
1º - Nós temos aqui este homem que é
intérprete (ARA)/Mestre (NTLH)/Perito (NVI)/Jurista (Bíblia do Peregrino, BP)
que tenta pôr Jesus a prova perguntando o que ele deve fazer para herdar a vida
eterna;
2º - Jesus não legisla, mas aqui ele
ratifica/confirma a Lei, não acrescenta nada a ela. A resposta está na própria
Lei, por isso ele faz com que aquele que fez a pergunta responda;
3º - Pra não “ficar mal” (pois ficou
óbvio que a pergunta era um teste, tanto que ele mesmo sabia a resposta) o
homem pergunta: “Quem é o meu próximo?”
4º - Jesus não responde quem é o próximo, mas diz o que
caracteriza o bom plesíon, ou seja, o bom próximo / vizinho / amigo / semelhante
através de uma parábola.
5º - O homem entendeu bem a parábola e
sua intenção e sem titubear, identifica corretamente aquele que se comportou
como próximo/semelhante/amigo/etc... do homem ferido: “Aquele que agiu
misericordiosamente para com ele.”
6º - Jesus disse-lhe então: “Vai e faze
tu o mesmo”.
Fica
a reflexão para nós hoje:
> Que tipo de
vizinho/próximo/semelhante/amigo/ eu sou?
> Será que questões raciais,
religião, gênero (uma discussão que ta muito em voga hoje) influenciam o modo
como eu trato os meus vizinhos?
> Será que esses fatores limitam a
minha obrigação de ajudar quando ele está em dificuldades, de demonstrar
Cristo, de falar de Cristo?
Depois das respostas mentais que demos
as essas perguntas estamos sentindo vontade de mudar? De melhorar nosso desempenho
nessa questão relacional?
A primeira coisa, irmãos, que
precisamos para melhorar neste assunto são...
I) MUDAR A NOSSA ATITUDE
MENTAL E DE PRÁTICA
No tocante a atitude mental,
estamos numa era que se tem chamado de Era Pós Moderna que se apóia em 3
pilares: Relativismo, Pluralidade e Privatização. O primeiro, como o nome já
diz relativiza tudo: conceitos, valores, moral... O segundo coloca diante de
nós uma série de possibilidades, uma diversidade de caminhos, opções... O
terceiro é o que leva a reclusão do indivíduo em si mesmo, no fechamento meu
para o outro em que não dou abertura a ninguém.
Mas a igreja, ekklesía, é o grupo dos
“chamados para fora”, não devemos nos “conformar com este mundo”, com a maneira
de pensar, com o sistema, MAS “transformar pela renovação de nossas mentes” e
na contra mão de nos fecharmos um para outro, devemos nos abrir um com outro.
Essa é a “boa, perfeita e agradável vontade de Deus” (Rm 12:2) para seu povo,
sua igreja composta de membros – membros uns dos outros (Rm 12:5 ARA)
No texto abordado, Jesus não fala de
teoria, mas a sua palavra é para nos educar na arte de sermos o próximo, o bom
vizinho, o bom amigo... PRÁTICA. Ele propõe uma alteração o modo de pensar
daqueles homens que interpretavam na perspectiva de Levítico, que próximo era o
israelita (na prática dos doutores da Lei, podia se excluir pecadores e não
observantes de forma que acabava que eles mesmos definiam quem era o próximo –
era o seu igual). Jesus conta uma parábola a fim de criticar este pensamento e
corrigi-lo.
Outra coisa importante para pensarmos
sobre este texto é que para sermos bons vizinho, próximos, amigos...
II) TEMOS QUE INTERNALIZAR
QUE É MELHOR DÁ DO QUE RECEBER (At 20:35), ATÉ PQ PODE SER QUE NÃO RECEBAMOS
NADA EM TROCA DEPOIS
DE DARMOS.
Muitos de nós nos sentimos constrangidos
de se aproximar de alguém, seja um vizinho, um amigo... Parece-nos muito mais
fácil evitar o contato e se isolar – a privatização, que já falamos
anteriormente. Mas este não é o paradigma encontrado neste texto e no restante
da Palavra de Deus.
No texto dessa parábola observamos o
grande desprendimento desse Samaritano na prestação de ajuda a este
desconhecido. E a parábola não continua de maneira que não dá pra saber qual
foi a reação daquele que foi ajudado em relação a quem o ajudou.
INTERNALIZAR é mais que APRENDER
é quando muitas vezes não se sabe teorizar sobre um assunto, mas se sabe viver
o conteúdo, no caso aqui, o conteúdo de ser um bom próximo, vizinho, amigo.
“Melhor dar do que receber”.
Na adversidade Deus nos quer usar como
instrumentos da Sua Paz!
E uma última coisa a se observar para
ser um bom vizinho, bom próximo, bom amigo, bom semelhante é...
III) PRATICAR A MAIOR
DEMONSTRAÇÃO DE AMOR QUE SE PODE TER POR UMA PESSOA
Quando abordamos o assunto amizade,
vizinhança nos vem à mente muita coisa boa: As nossas boas e verdadeiras
amizades; bons, simpáticos e velhos vizinhos... Mas também nos vem à memória as
brigas com vizinhos, com amigos, colegas... E se houve briga o passo seguinte
desejado, para que volte a harmonia de antes é a RECONCILIAÇAO.
No texto que estamos debruçados hoje
fica claro pra nós a intenção reconciliatória de Cristo quando o personagem que
ele quer apontar como o “bom próximo” é um samaritano.
É sabido que samaritanos e judeus não se
davam bem, já há muitos e muitos anos. Em Jo 8:48 Jesus falando que aqueles que
não recebiam a sua palavra tinham por pai não Abraão, muito menos Deus mas
tinham por pai o Diabo, diante dessa denúncia ele é xingado. E seu xingamento é
“ou vc é Samaritano ou é Endemoniado”. Samaritano era tido como cismático, meio
pagão, infestado de sincretismo. Com isso podemos ver o clima que esses dois
povos de origem comum tinham um com o outro.
O discurso de Jesus faz que um Mestre da
Lei considere este hipotético Samaritano, e lance sobre ele um olhar diferente
– semente de reconciliação.
E, quando penso nessa palavra eu vou
lembrar do grande ministério dado por Deus à nós – Ministério da Reconciliação
. 2Co 5:17-21
A maior demonstração de amor que podemos
ter para com no nosso vizinho, nosso amigo, nosso próximo, nosso semelhante é
mostrar que há algo, que se chama pecado, que o afasta de Deus e que em Cristo,
novamente podemos nos reconciliar com esse Deus que nos ama e quer se
relacionar conosco.
CONCLUSÃO
Eu
queria finalizar com uma Oração feita por um dos cristãos que mais admiro –
Giovanni di Pietro di Bernardone. Ele que está inserido dentro do cristianismo
de tradição Católica Apostólica Romana, mas que viveu seu ministério
completamente à margem do sistema já corrompido da Igreja de sua época, podemos
dizer que ele foi no seu tempo uma renovador e, porque não, um reformador do
Cristianismo que já mostrava claros sinais de apatia, apostasia/distanciamento
da mensagem de Jesus de Nazaré.
Viveu
como um bom cristão, refletindo nas suas atitudes, nas suas palavras o que
tinha no seu coração. E o que tinha no seu coração não era nada além do que
nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo que pelo testemunho desse homem vemos que
Ele estava entronizado no coração desse homem. Ela é muito conhecida por toda a
cristandade das mais diversas tradições inclusive a protestante/evangélica a
“Oração de São Francisco de Assis” que é como ficou conhecido Giovanni di
Pietro di Bernardone.
"Tome cuidado com a sua vida, talvez ela seja o único Evangelho que as pessoas leiam"
(de Giovanni di Pietro di Bernardone, mais conhecido como Francisco de Assis)
São tantos que falam de um "avivamento" na Igreja. E fazem congressos, simpósios, debates... Avivamento, é dar vida, reviver algo que está meio que morto. Ora, avivaremos a Igreja se seus membros, por meio das suas vidas em palavras, ações e atitudes darem vida ao Evangelho. Evangelho ganha vida, ele é avivado pela vida dos cristãos. É simples assim!
Primeiramente
queria começar este post sobre algumas coisas que, quando eu as observo em num
grupo de jovens, me fazem dizer que “EU NÃO ACREDITO NA RAPAZIADA” Sim, não é
pelo simples fato de ser jovem que será condição pra que eu acredite. Eu não
acredito na rapaziada...
1.Que tem
informações a respeito de Deus, mas não conhece Deus e/ou que querem Salvação,
mas sem Salvador;
·São jovens que não buscam ter um relacionamento, e saber
quem é esse Deus, e saber o que é esse Reino de Deus que é possível em parte de
se viver aqui na Terra pela atuação e comportamento dos Crentes, que Jesus
pregava.
·Deus não nos chamou para sermos esquisitos, mas nos chamou
para sermos diferente, logo, quem se deixa confundir na "roda dos zombadores" não merece crédito.
4.Que não consegue
enxergar a importância do tempo presente
(26) “Quem é esse filisteu
incircunciso para desafiar os exércitos do Deus vivo?”
(45) ““Você vem contra mim com
espada, com lança e com dardos, mas eu vou contra você em nome do SENHOR dos
Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem você desafiou.”
Muito diferente da postura medrosa do “gigante
de Israel” (Saul; 09:02; 10:23) Davi supera toda a pressão imposta por aquele
guerreiro filisteu que a fazia todos os dias já por 40 dias e confiado no seu
Deus segue em frente nessa guerra e a vence pois vai em nome do Senhor dos
Exércitos.
Podemosconfiar em jovens assim, podemos confiar em moços e moças...
B)“Que não foge
fera e enfrenta o Leão”
Charge do Jaziel Botelho, rs!
No livro de Daniel no capítulo 06 é
registrada a história deste Jovem que devido (vrs 03) a sua competência estava
a ponto ser posto a frente de todo o império. O que gera ciúmes nos seus
“colegas de trabalho” que, (vrs 05) não vendo com o que “queimar o filme dele”,
armam-lhe (vrs 07-09) uma “cilada” em que dizem que todos concordavam que o Rei
deveria jogar na cova dos leões todo o homem que pelos próximos 30 dias não
adorasse ao Rei e que ao invés disso adorassem a outro Deus. (vrs 10) Daniel
tinha o hábito de orar 3 vezes ao dia e não deixou de fazê-lo. E não deu outra: (vrs 16) ele foi jogado na
cova dos Leões. Mas saiu de lá (vrs 23) sem nenhum arranhão pq confiava no Todo
Poderoso.
Está na hora de diante de Deus tomarmos um
posicionamento. Uma juventude que toma posição ao lado de Deus é uma Juventude
que me inspira a dizer “Eu acredito na Rapaziada”.
*Reflexão trazida à Juventude da 1ª Igreja Batista em Vila da Penha em Julho de 2010.
Bom, mas está ai a historinha... é bem interessante!
Na
fila do supermercado, a operadora do caixa diz uma senhora idosa:
- A senhora deveria
trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não
são amigáveis com o ambiente.
A
senhora pediu desculpas e disse:
- Não havia essa onda
verde no meu tempo.
A funcionária respondeu:
- Esse é exatamente o
nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente
com o nosso ambiente.
- Você está certa - responde a velha senhora - nossa
geração não se preocupou adequadamente com o ambiente. Naquela época, as
garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A
loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes
de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas
tantas outras vezes.
Realmente não nos
preocupamos com o ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não
havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o
comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez
que precisamos ir a dois quarteirões.
Mas você está certa.
Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram
lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita
por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar
e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as
roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não
havia preocupação com o ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos
somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma
tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois
será descartado como?
Na cozinha, tínhamos
que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo
por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal
amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram
cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a
gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que
exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma
academia e usar esteiras que também funciona a eletricidade.
Mas você tem razão:
não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamos diretamente da
fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet
que agora lotam os oceanos. As canetas recarregávamos com tinta umas tantas
vezes ao invés de comprar uma outra. Afiávamos as navalhas, ao invés de jogar
fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem
corte.
Na verdade, tivemos
uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou
ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de
usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada
quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de
aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a
milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
Então, não é risível
que a atual geração fale tanto em "meio ambiente", mas não quer abrir
mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?
"Só se chama alguém de 'político sério' porque o título 'político' já ganhou uma conotação intrinsecamente desonesta. Então, se chamam uma igreja de 'igreja séria' é porque o conceito de igreja está falido." Walter McAlister.
Essa palavra de Jesus que encontramos no Evangelho de João
pode ser usada definitivamente por qualquer cristão para justificar e embasar a
máxima: “Jesus é a Resposta” Mas para este que é ávido em declarar qual é a
resposta, será que ele sabe também dizer qual é a pergunta?
Para começar a pensar sobre isso vou citar um teólogo e
pastor alemão que admiro bastante, o nome dele é Dietrich Bonhoeffer, que certa
vez disse:
“São muitas as pessoas
à procura de um ouvido que as ouça. Elas não o encontram entre os cristãos,
porque eles falam quando deviam ouvir. Quem não mais ouve a seu irmão (ã),
em breve não mais ouvirá a Deus (...) Quem não consegue ouvir demorada e
pacientemente, estará apenas conversando à toa e nunca estará realmente falando
com os outros, embora não esteja consciente disso.”
Uma boa primeira pergunta é: Quem nós somos e onde
estamos hoje?
Talvez você já deva ter escutado que estamos vivendo numa era
chamada Pós-moderna marcarda por:
Um pluralismo relativista, onde todos os valores, princípios e crenças são
relativizados e há uma gama deles para escolher o que mais se enquadra ao
“gosto do freguês”;
Ênfase na vida privada ou privatização, onde meu espaço e o seu espaço
não extremamente delimitados e o que faço no meu não lhe diz respeito e
vice e versa, onde eu me fecho num ostracismo em relação ao outro meio que
me protegendo desse outro;
Secularização de todas as coisas;
Consumismo desenfreado, a máxima dessa característica é que hoje se
tem a necessidade de comprar aquilo que não preciso, com o dinheiro que
não tenho, para impressionar a quem não conheço;
Sociedade midiática ou ainda sociedade do espetáculo, sociedade
tecnológica, onde o descarte daquilo que já ficou antigo (apesar de ter
sido lançado ontem) é feito com muita tranquilidade.
Isso para nossa questão aqui é interessante, posto que nos aponta pra uma
geração muito diferente do que havia. Não é uma geração de avanço com
continuidade. Mas uma geração que tem necessidade de distinção, de ser
propositor, se desligando (rompendo) do antigo. Ser distinto é imperativo e assim nos
diferenciamos e nos constituímos em nações, tribos, grupos distintos.
Diferenciamos-nos como família, clã, nações, língua, riqueza, raça, gênero e
por ai a fora.
E a pergunta é: Como nós
vamos lidar com isso?
Temos que nos fazer algumas perguntas:
Há uma mutação ou é simples decurso natural do processo?
Há verdade que são imutáveis?
Há realidades comuns independente da época?
Como vamos enfrentar isso?
i. Negar a diferença?
ii. Não aceita-las? Algumas temos que não aceitar mesmo. RAÇA
– só existe a humana. GÊNERO – O mesmo Deus criou o homem e a mulher com mesma
glória, mesma dignidade.
Quero pôr mais “lenha na fogueira”. Nós estamos saindo da era
de Gutemberg, sendo que 50% do planeta ainda não chegaram nessa era sendo ainda
analfabetos! Falamos de compromisso com Deus quando as universidades O
questionam e questionam a religião, bem como o poder ou relevância dela, uma
vez que não podemos mais nos dar o luxo de um maluco dizendo que, em nome da
sua divindade, infiéis sejam eliminados e deflagre uma guerra atômica. Nosso arsenal atômico hoje é capaz de acabar com o planeta 20 vezes. O pensamento não é tão
ilógico assim! Para se evitar o fim, nós temos que acabar com o fanatismo, logo nós temos que acabar com a religião, logo nós temos que acabar com Deus.
E a pergunta é: Qual é a nossa capacidade de
dialogar com um mundo que tem essa lógica?
Já perceberam a quantidade de vezes que ouvimos sermões que
não pregam (falam) para ninguém? Pregamos como se uma porção de coisas fossem pontos
pacíficos, mas que hoje não são. Em contrapartida gosto do exemplo de como um
teólogo, pastor e filósofo Ariovaldo Ramos abordou o tema ESPIRITUALIDADE X FÉ
CRISTÃ numa palestra, ele começou:
“Espiritualidade é a busca por significado.” (não usou busca
por Deus, a priori se comunicou com todos, uma vez que todos precisam saber o
motivo pelo qual acordam todas as manhãs, trabalham, etc...). Continuou dizendo
que “o que sempre dava significado as coisas era a religião”. Identificou que
hoje as pessoas buscam significado fora da fé, e ponderou “será que isso é
possível?” E traçou uma diferenciação entre Ocidente e Oriente e mostrou que a
diferença estava no Pai Nosso como elemento de consciência civilizatória de uma
cultura em busca de igualdade. Creio que até você está interessado nessa
exposição... (rsrs) Mas veja! Era pacífico que religião dava significado, mas
houve todo um esforço pra que isso efetivamente fosse mostrado.
E a pergunta é: em meio a tantas “explicações” como
abordar a questão do mistério de Deus e do próprio de Deus?
Vamos responder a isso ou vamos viver em guetos de
sobrevivência? Assumir a realidade e dar respostas X Sobrevivência em “guetos
cristãos”
Vamos dialogar ou negar o que está acontecendo? Diálogo X
Negação
Num mundo marcado por perguntas, não admitem questão;
Temos agora os Apóstolos, Patricarcas, Bispos, Primazes, Papas e afins que, blindados por esses nomes, não admitem ser questionados – tem “palavra de
autoridade”
Apresentam um Deus longe, insondável, inteligível.
Dos teólogos, são basicamente duas posturas observadas:
FUNDAMENTALISTA CRISTÃO
CRISTÃO LIBERAL
Inquestionável
Abre mão de
valores/princípios da Bíblia
Não dialoga
Tem medo de ser
considerado obscuro e retrógrado
Unívoco
Tenta colocar Deus em
algum lugar (ainda tem qualquer coisa de fé).
Interessante é observar que Cristo não tem medo de pergunta –
ele nunca se esquivou de uma! Ele se sustenta em qualquer época porque tem
todas as respostas. Nós não temos que ter medo das perguntas, nem de explicar. Basta que conheçamos as perguntas e as respostas bíblicas.
Tenho uma proposta de
como lidar com tudo isso:
üAprofundar-se nas Escrituras;
üEscutar;
üPonderar pra entender: o que de Deus tem nisso ai? Isto é fazer uma releitura a realidade e tentar identificar o que de Deus tem nesta realidade:
oHoje temos uma comunicação fácil... Entenda o exemplo do Pentecostes
(Deus nos capacita para nos comunicarmos com o outro que precisa receber a
mensagem);
oMundo sem fronteiras anunciado hoje. Isto já se fez conhecer na tradição
cristã sob o nome “Comunhão de todos os santos” (Credo Apostólico)
üLevante questões (isso inclui se questionar também);
üResponda.
Não temos
que ficar com medo – Deus está conosco;
Não temos
que fugir disso tudo – Deus está conosco;
Finalmente,
não podemos tratar de tudo aqui, seria até bom, mas não temos o tempo
necessário. O importante desse dialogo é que alguém pode se virar pra gente e
dizer: “Não concordo com você, mas entendo (de verdade) suas razões” que é
diferente de “Não concordo com você, porque você é obscuro e não tem argumentos relevantes.”
Caro irmão e
irmã, o ser humano de toda geração estará sempre em busca de uma identidade, e
todas elas (pode estar certo disso!) poderão e serão encontradas em Jesus de
Nazaré, o Cristo de Deus.